PONTAL DE CACILHAS: Fevereiro 2006

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

FONTE DE VILA FRESCA



O Chafariz de Vila Fresca é uma obra anterior ao exercício do poder municipal de Machado de Faria, mas do seu consulado deverá ter recebido alguns importantes benefícios. Segundo a tradição oral e os indícios documentais, estará implantado no local onde existia a fonte da Ermida de São Simão.

É uma fonte de porte simples, mas harmonioso. Estrutura-se numa parede alta, de perfil superior recortado, limitada por duas pilastras, em cantaria das quais parte um frontão triangular, encurvado, debruado a cantaria, no topo do qual se forma uma cimalha rematada por uma urna rectangular .
O tanque ou bacia do chafariz, talhado em cantaria, é de bordos redondos. O corpo bojudo, de oito gomos, forma um amplo círculo abatido, cujas extremidades se vêm incrustar no espaldar, junto às pilastras. Para o tanque correm duas bicas, saídas da boca de carrancas coroadas e, igualmente, esculpidas em cantaria.
A soleira formando amplo patamar rectangular, com um degrau, é forrada por lajes de mármore e de cantaria , algumas delas, lápides com inscrições tumulares, originárias do antigo pavimento removido da igreja de São Simão.
Tanque e carrancas aparentam muito mais antiguidade do que o restante conjunto. O mesmo se passa quanto ao pavimento que, como é natural, para além do desgaste do uso, são lajes tumulares do século XVI, que deveriam ter merecido melhor destino ...
A alguns metros do chafariz há um grande bebedouro para animais, que era, também, abastecido pelas águas do Rio de São Simão, sendo o excedente canalizado para rega da quinta que lhe fica a jusante.
Ao chafariz de Vila Fresca - e ao próprio topónimo da povoação - prende-se uma “lenda” que, como quase todas, está ligada a um acontecimento real (aqui, o termo tem duplo sentido) que lhe deve ter dado origem. Eis o facto, noticiado no jornal “O Século” no dia seguinte ao acontecimento :
- No dia 1 de Agosto de 1903, o rei D. Carlos e a rainha Dona Amélia, acompanhados pelo seu ajudante de campo e por um administrador da Casa de Bragança visitou, pela primeira vez, o Palácio da Bacalhoa que recentemente tinha adquirido, em conjunto com o da Pacheca. As reais personagens e acompanhantes, tinham vindo de Lisboa para o Barreiro, em vapor, e desta vila, para Palmela, em comboio especial. De Palmela até Vila Fresca a viagem foi feita de carruagem .
Como se presume tenha acontecido, teria dado a volta pela “Ferradura” , atravessando Vila Fresca, tendo a carruagem parado junto à fonte para que os passageiros entrassem na quinta, pela porta que está transversal à igreja ... Aqui, a rainha teria manifestado aos presentes, o seu agrado pelo ameno clima que estava desfrutando e pela frescura das águas, - provavelmente - sentida ao instintivamente contactar com o fluxo que corria das carrancas do chafariz.
Deste facto, ou de outro semelhante, visto que a Bacalhoa desde há muito recebia visitas reais, teria nascido a lenda, que segundo a mais perfilhada tradição oral, teria acontecido assim : (há outras versões)
- “ A Rainha que tinha vindo passear por estas bandas, a certa altura do percurso teve sede e, mandou que lhe procurassem uma fonte de água pura para a saciar. Trouxeram-na até “Vila do Freixo”, onde se apeou e, na fonte de São Simão, bebendo de suas cristalinas e puras águas satisfez plenamente o seu desejo.
... Depois, foi até às “Entrecercas”, onde se deliciou sob a sombra dos seus soberbos plátanos e graciosas faias e freixos ...
... Aspirou os ares puros e refrescante da amena brisa que lhe chegava perfumada pelo odor inebriante das tílias e jasmins da Quinta do César, que lhe estava próxima ...
Tão deliciada ficou que, indagando da comitiva como se chamava o sítio onde tão bem se sentia, lhe informaram
- “Vila do Freixo”, Senhora ..
- “Que se passe a chamar Vila Fresca”, ordenou a Rainha .
Assim ficou para todo o sempre. Palavra de Rainha !” (Versão livre do autor, retirada da tradição oral)
Esta lenda, é tomada como facto verídico por muitos naturais de Vila Fresca que a defendem com convicção, afirmando alguns que, seus pais ou avós testemunharam o acontecido. Olvidam ou desconhecem que, o topónimo Vila Fresca, (com outras grafias, conforme as épocas) dado à localidade, é anterior a qualquer provável visita real à localidade. É, pelo menos conhecido - com a grafia aproximada - desde 1630).
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Por Joaquim Oliveira
Realizado por Bernardo Costa Ramos

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

FONTE DE OLEIROS, AZEITÃO





Em 1777 quatro pessoas que pretendiam o afastamento do Juiz de Fora, de Azeitão, movem uma acção contra Agostinho Machado de Faria que ocupava este lugar. Entre as acusações constava que "com ... vexame do povo, mandou fazer segundo xafariz ( o primeiro, foi o dos Pasmados, em Vila Nogueira) junto a aldeia de Oleiros, à qual se segue huma grande estrada de passeyo que mandou alargar ... ". Este chafariz, é hoje conhecido como a Fonte de Oleiros, e faz parte do património construído de Azeitão e do azulejar de Portugal, ao ponto de constar em todos os bons livros sobre azulejaria do século XVIII , que se têm publicado em Portugal .
O chafariz, em si, nada tem de especial . O que o torna importante, são as duas "Figura de Convite" que ornamentam as laterais.
As duas figuras de convite da Fonte de Oleiros parecem ter saído de uma das entradas ou escadarias de um edifício setecentista . A sua função de convite, aqui, convida a beber, e não a entrar como acontece nos Solares e palácios.
Santos Simões refere-se aos azulejos da fonte propondo a sua leitura iconográfica: " Dois porteiros de 12 x 9 azulejos, colocados de cada lado da fonte ... Estão bastante estragados e deverão ser de 1780 " . De facto, estas figuras de convite são da família iconográfica dos porteiros, alabardeiros, criados e militares que se encontram nas escadarias e entradas de Solares ou Palácios .
"(...) As figuras vestem casacas azuis de rebuço, com as pontas viradas e cosidas de modo a que se veja o forro amarelo, condizendo com os paramentos dos punhos. Os calções também são azuis e chegam às altas polainas brancas . Colete, tricorne, «pescocinho» amarelo, completam o conjunto . Note-se a presença do espadim, da alabarda e do bastão, pendurado no segundo botão da casaca, cujo desenho é quasi imperceptível devido ao mau estado dos azulejos .
Se compararmos este traje com os representados no « Mappa dos fardamentos que se fizeram na cidade do Porto, de 1762" , pode ver-se que, de facto é o mesmo fardamento ... ".
Com base neste facto pode-se situar a datação do painel como sendo posterior a 1762, muito provavelmente, ali mandados colocar em 1777, por Machado de Faria. No entanto, há quem seja da opinião de que "(...) a iconografia dos alabardeiros da fonte de Oleiros e a presença de militares, de atitudes corteses e amáveis, convidando a beber na fonte. A estrutura cenográfiac ... e a decoração têm um sentido festivo evidente ; a recepção de D. José em Azeitão, funcionando a fonte como «vestíbulo» de Azeitão ... quando das manobras dos Olhos d'Água "
Como se pode justificar por documentos, o Rei Dom José, quando veio assistir às referidas manobras, deslocou-se de Lisboa para o local das mesmas, que ficava nos arredores de Setúbal, tomando o caminho de ida e regresso, pelo percurso mais directo e, com pernoita no palácio da Bacalhoa. Não é crível que tenha dado a volta por Oleiros, e mesmo que a desse, entrava por Vila Nogueira. Nesse caso, o convite seria para sair ...
O povo de Vila Nogueira, por motivos óbvios, tinha razão para esse último convite !

O busto feminino que encimava o chafariz (foi roubado) era outra incógnita, mas de menor valia. Há quem afirme que era a Maria da Fonte, outros que era o busto da "República" . Para outros, ainda, era um busto vulgar, retirado de uma qualquer quinta dos arredores, onde - realmente - estes adornos proliferavam, colocados sobre pedestais, por entre os renques dos jardins de buxo ...
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Por Joaquim Oliveira
Realizado por Bernardo Costa Ramos
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quinta-feira, fevereiro 23, 2006

FONTE DE ALDEIA RICA, AZEITÃO



A Fonte de Aldeia Rica, deslocada, em 1994, por motivos de segurança rodoviária para a outra lado da estrada e alguns metros mais acima, tem um primoroso baixo-relevo figurativo, em mármore de Estremoz, cuja simbologia e origem, reputados historiadores, não têm conseguido fundamentar de forma a se estabelecer alguma concordância.
O conjunto esculpido tem como elementos figurativos medalhões, pombas. anjos e cordeiros, que tanto podem simbolizar o Santíssimo como São João Baptista, como ainda elementos de adoração pagã.
Mantendo-se como referência documental, as acusações, já citadas anteriormente, a Agostinho Machado de Faria, verifica-se que a construção da Fonte de Oleiros faz parte do libelo acusatório :"(...) Passou a fazer o d.to ministro (Agostinho Machado de Faria) treceyro xafariz, que mandou estabelecer de novo emediato a Aldeya Rica, fazendo conduzir p. a o mesmo a agoa, que mandou encanar desde o cítio de Val de Rios ... tudo com opressão e trabalhos dos pobres a quem nunca pagou ... "
Prosseguindo na leitura da acusação, no sentido de se achar alguma pista esclarecedora do enigma supra, detecta-se a determinada altura uma, referência ténue que nos indica um provável caminho : "... mandou extrair dos Paços da Extinta Caza de Aveiro pedraria de marmore, lagedos e porttais de pedra jaspe ... isto pr'a obras que não tinham a provisão Real .
Como se verifica, não é mencionado a ornamentação deste "xafariz" , mas sim o "crime" de - provavelmente - o terem mandado construir "com pedraria de mármore, lagedos ...
Joaquim Rasteiro, em 1897 , classificou o baixo-relevo da fonte, como "... uma antiguidade a que não se pode marcar origem conhecida mas que deve ter sido trazida para o local em fins do século XVIII ..." .
Referiu, também, a existência de uma outra pedra igual que estaria colocada sobre o portão numa quinta em Alferrar, perto de Setúbal, que pertenceu ao Visconde de Montalvão. E acrescenta:
- " ... que nenhuma delas foi feita de propósito para os lugares que ocupavam mas aproveitadas para ornamentá-los ..."
Uma pedra idêntica - (a terceira) é identificada por Rafael Monteiro, em 1955, na Quinta da Aiana de Baixo, próximo de Sesimbra .
Entretanto, em 1977, um baixo-relevo, muito provavelmente o que Joaquim Rasteiro tinha identificado na quinta do Visconde de Montalvão, foi detectado pelo investigador Faria Monteiro, na colecção do Banqueiro Jorge de Brito, o qual o tinha comprado a um antiquário, que por sua vez, o tinha adquirido a um descendente do citado visconde.
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Por Joaquim Oliveira
Realizado por Bernardo Costa Ramos
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quarta-feira, fevereiro 22, 2006

FONTE DOS PASMADOS, AZEITÃO



Segundo a tradição, a fonte ficou a ser conhecida por este nome, derivado ao pasmo, à admiração, que a sua contemplação causava. Na verdade é admirável, ao ponto de ser considerada o ex-libris de Vila Nogueira de Azeitão, fazendo-lhe guarda de honra - nessa qualidade - a fachada central das caves de José Maria da Fonseca.
Na opinião de alguns historiadores de Azeitão, o chafariz dos Pasmados foi um dos principais empreendimentos mandados realizar por Agostinho Machado de Faria, “cujas ideias sobre urbanismo, bastante avançadas para a época” permitiram grande desenvolvimento nessa área em toda a região de Azeitão, a partir dos finais do século XVIII. Neste sentido, no início do seu primeiro mandato, em 1768, começou por mandar transferir, do pátio da Quinta da Nogueira, a fonte que até então lá existia, a qual por defeito de construção e por falta de cuidados, atribuídos ao seu proprietário, tinha a água estagnada e, “cujo consumo provocava com frequência doenças.
Na transferência e reconstrução da fonte, o juiz de fora, teve a ajuda voluntária da própria população que : “trabalhou de noite e em dias feriados não auferindo qualquer remuneração”. Contudo, a obra, apesar da sua incontestável importância e utilidade, causou bastantes problemas ao seu mentor : a transferência foi denunciada como “tendo causado graves prejuizos para o cunhal e muro da casa nobre da Quinta” e, a ajuda voluntária, prestada pelo povo, foi também motivo de problemas, constando no libelo acusatório já referido, o seguinte : “(...) que o dito ministro ... pelo seu malévolo animo ... que algumas fontes, são fabricadas com o suor e trabalho dos pobres ... e .. “para o efeito de que não faltem ... são presos e manietados todos aqueles que faltem ...”.
Noutro quesito da acusação supra citada e ainda com respeito a esta obra lê-se que: ”foi a primeira obra hum xafariz q. mandou fazer em Aldeya Nogueira ... q. no caso de se pagar se despenderia mais de seicentos mil reis.”
O Chafariz dos Pasmados tem monumentalidade, não só pelo seu porte, como também, pelos elementos decorativos esculpidos em mármore, do qual se salientamos, pelo significado e pela perfeição da escultura, o escudo real de D. Maria I .
Estrutura-se o monumento como uma parede bastante alta e sólida, bem proporcionada no comprimento e que, apesar de estar inserida no meio urbano, impõe-se na paisagem, quer seja vista em perspectiva, quer enquadrada na cenografia das portentosas árvores que estão em plano posterior.
Segundo Luisa Arruda, no livro já citado sobre o período barroco, “(...) a fonte - nesta época - é projectada como obra de arte e serve de suporte a «discursos» que lhe são próprios ...”. Como obra de arte, o Chafariz dos Pasmados, poderá ser descrita da seguinte forma :
- Espaldar composto de um corpo central - de maior porte - e dois laterais, - recuados - de perfil superior recortado. O corpo central é coroado por uma “rosa dos ventos”, em metal, facetado, com quatro pontos cardeais e oito colaterais, a qual está fixa num suporte em alvenaria que assente no frontão em forma de mitra. Este, está separado da cartela central por um friso que corre a todo o comprimento da fonte. Este frontão com um friso boleado toda a volta, tem no seu interior uma outra pequena cartela ladeada de dois ramos de loureiro por banda, contendo a seguinte inscrição : “ANNO 1787”, ou seja, o ano da inauguração.
A cartela central é ladeada por duas pilastras, em cantaria, abauladas na face interior. Estas pilastras, assim como as outras duas dos cunhais da frontaria, são rematadas por urnas, do cimo das quais saem flâmulas em espiral. A cartela é rectangular mas nos topos formam arcos: côncavo no superior e convexo no inferior. Sobre o superior, encontra-se o escudo de D. Maria I, (a soberana reinante em 1778), primorosamente esculpido em mármore. No interior da reserva e assente numa peanha que faz secante ao arco inferior da cartela, está, adossado à parede, um formoso vaso florido esculpido em baixo-relevo no mármore. Entre este e a bacia do chafariz, colocado na posição vertical, um golfinho, igualmente esculpido em mármore, com o corpo formando meia espiral, de cuja boca jorra, dia e noite água viva.
Os corpos laterais, em plano ligeiramente recuado, têm cada um duas cartelas, ao alto, do mesmo formato da central, mas, separadas por um “olho de boi” em relevo abaulado.
A bacia - ou tanque - que acompanha em largura o painel central, é muito ampla e de formas muita harmoniosas. É gomada, em semicírculos pouco prolongados, com o corpo bojudo formando rebordo revirado para o exterior. Parece uma tina dos balneários da antiguidade romana. É, igualmente em mármore que, de tanto dano causado pelo uso e pelo tempo, mais parece (será ?) formado de brecha da Arrábida ...
Ladeando o golfinho duas carrancas, hoje ligadas à rede pública de abastecimento, mas que antigamente eram alimentadas pela nascente.
Eis em suma o que se me apresentou dizer sobre a arquitectura do lindo e imponente Chafariz dos Pasmados.
O chafariz está implantado em local considerado tradicional para as mais diversas reuniões festivas ou de outra espécie : feiras, mercados, festas de santos populares, romarias, círios ... De tudo um pouco tem sido testemunha. No entanto, somente de duas faremos referência e, mesmo estas a título de curiosidade, dado que seria fastidioso enumerá-las todas as que conhecemos.
Eis a primeira :
- Aquando dos festejos, em Azeitão, comemorativos da saída das tropas franceses, na sua terceira invasão “... Deliberou a Câmara, imediatamente reunida, associar-se ao entusiasmo do povo, e ordenou que para isso houvesse festa solene ... luminárias e outros festejos durante três dias. E logo nessa mesma noite, enquanto o povo das aldeias improvisava arraiais com balões, música e foguetes, apareciam vistosamente iluminados as Casas da Câmara ... e a Fonte dos Pasmados, onde se armou vistoso arraial ...”
A segunda referência diz respeito à possibilidade de a fonte que deu origem à dos Pasmados poder ter sido testemunha dos amores ilícitos de D. Pedro e Inês de Castro ...
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Por Joaquim Oliveira
Realizado por Bernardo Costa Ramos
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domingo, fevereiro 19, 2006

ALMADA VAI TER PLANO ESTRATÉGICO PARA O TURISMO


PHOTO PEDRO PRANTO


Dia 6 de Março, no Fórum Municipal Romeu Correia, às 10:00, realiza-se a cerimónia pública de assinatura de protocolo entra a Camara Municipal de Almada e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do estoril.
Durante um ano e meio, a instituição vai elaborar o Plano Estratégico de Valorização e Desenvolvimento do Turismo no Concelho de Almada.
Trata-se de um instrumento que se pretende pragmático e incentivador do crescimento sustentado do sector, elaborado por uma equipa multidisciplinar, a ser desenvolvido em duas fases distintas - estudo e proposta.
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Almada Informa

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

PASSEANDO NA COSTA DA CAPARICA

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

A BORDO DO CACILHEIRO ALENTEJANENSE


Photo Joana Saramago

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

O RIO TEJO VISTO DE ALMADA

sábado, fevereiro 04, 2006

RESERVA NATURAL DO ESTUÁRIO DO TEJO







A Reserva Natural do Estuário do Tejo, criada em 1976, situa-se a Norte de Alcochete, ocupando uma superfície de 14.560 ha, abrangendo extensa área de águas estuarinas, zonas de lamas e sapal, salinas, mouchões e terrenos agrícolas.
A sua população de aves, de 70 a 80.000 exemplares nos meses de Inverno, torna-a a zona húmida mais importante do país e também de valor internacional.
A concentração de avocetas ou alfaiates (Recurvirostra avosetta) com cerca de metade da população europeia desta espécie confere-lhe, obviamente, um valor excepcional, que o comum habitante da área, habituado a contemplar regularmente os bandos desta espécie, se capacita que tem perante si uma espécie comparativamente rara em termos europeus.
A observação das aves é sempre um espectáculo fascinante podendo aqui experimentar-se a sensação de beleza, força e movimento de figuras verdadeiramente notiveis que bandos de algumas espécies desenham quando levantam voo.
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Photo e Texto Região de Turismo da Costa Azul

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

ALMADA, OBRAS DO MST



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Photo Luis Villas

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

RECUPERAÇÃO DO ANTIGO QUARTEL DOS BOMBEIROS QUALIFICA ZONA HISTÓRICA



O edificio do antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, localizado no Largo dos Bombeiros Voluntários, junto à Rua Cândido dos Reis, vai ser recuperado pela Câmara Municipal de Almada, que em 2005 adquiriu este imóvel de referência para o património da Freguesia de Cacilhas.

No dia 28 de Dezembro de 2005 foi formalizada a passagem do antigo quartel para propriedade da autarquia. Segundo a presidente da Câmara Municipal “a partir desta data inicia-se o processo que levará à recuperação deste edifício para, ainda durante este mandato, colocarmos aqui os nossos serviços de turismo”

A recuperação respeitará o traçado original do antigo quartel.

No rés-do-chão funcionará o atendimento ao público e nos dois pisos superiores ficarão instalados os serviços municipais de turismo.

Em 2006 será iniciado o projecto de recuperação, segue-se o concurso público e depois a obra.

Paralelamente, será feito o estudo da história e dos métodos de construção deste edifício, que tem cerca de 200 anos.

Esta zona será, aliás um destino turístico ainda mais apetecível quando, no âmbito do projecto do Metro Sul do Tejo, a Rua Cândido dos Reis for pedonalizada e os restaurantes passarem a ter agradáveis esplanadas.

Este edifício emblemático, que entre 1900 e 1990 foi o quartel dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, voltará brevemente a servir a população do concelho e todos aqueles que nos visitam.
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Almada Informa

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

ASSEMBLEIA MUNICIPAL APROVA PLANOS PARA 2006



A Assembleia Municipal de Almada, reunida no passado mês de Dezembro, aprovou as Opções dos Planos de Actividade e Orçamentos da Câmara e dos Serviços Municipalizados de Almada para o ano de 2006.
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Almada Informa